Sobre o Ecomoda 2012

Tenho acompanhado as edições do Ecomoda desde o início, e uma coisa posso dizer: a organização tem investido alto, e o evento tem crescido bastante. Primeira mudança bacana: nada de espaço sem cobertura ao ar livre. Depois do incidente acontecido em 2010, quando a chuva interrompeu os desfiles, parece que a equipe entendeu o peso das imprevisíveis chuvas de novembro/dezembro. Dessa vez choveu de novo, mas nada de interrupção de trabalho. Foi tudo montado no espaço Ford Antares – passarela, stands, exposições, lounge. Quem estava lá pelo backstage, como eu, sequer percebeu a chuva. Ponto pra eles.

Um dos espaços principais do evento, ainda cedinho. Depois ficou lotadão.

Um dos espaços principais do evento, ainda cedinho. Depois ficou lotadão.

Mas já que eu falei do que havia no evento, voltemos a isso. A estrutura não era muito diferente do que acostumamos ver por aqui (vide Piauí Fashion Week e etc). Na parte externa estavam os stands de empresas amigas que patrocinaram, exposições de artistas locais (incluindo as homenagens à artista Kátia Paulo e à empresária Graça Mota). Logo na entrada montaram o lounge da Revista Yay e do grupo Sá Cavalcante (e que tava bem acolhedor, diga-se de passagem).

O lounge ainda sendo montado, cedinho. Depois foi só muita luz, boas músicas e bons drinks, gente bacana e Revista Yay. QQA???

Dentro do espaço da loja montaram a passarela, o que deu uma trabalheira danada todo dia, mas o resultado foi bom, porque tinha um espaço considerável e o clima tava geladinho delícia. Nas internas montaram um backstage agoniado, mas onde tudo correu bem, sob os cuidados do sempre vigilante Martins Paulo. Na parte superior foram apresentadas as palestras, que apesar de otimamente boas (pelo menos as dos lindos e sabidos Fabrício “OEstudio” e Chiara Gadaleta, que eu e Maria assistimos de pertinho), sofreram atraso no horário e na organização de equipamento, o que comprometeu a palestra do Junior Brandão, que eu tava lá pra assistir (#chatiado). Tá errado, produção!… Bom, no geral foi um evento bonito. Se não fosse pela minha pesquisa e pelo blog, ainda assim eu sairia de boa da minha casa pra ver, sem medo de ser feliz.

Bayà organizando as artes que ia expor

Bayà organizando as artes que ia expor.

Como ficou o cantinho dela depois: lindo, cheio “dos origami”.

Lindo também o espaço da Wanessa Valéria, cheio “dos origami”.

Agora, vamos ao que mais me interessa: a proposta do evento. Pois é, o argumento do Ecomoda é a sustentabilidade, a produção e consumo sustentáveis. E isso eu acho louvável, porque em uma capital como Teresina, cuja produção e consumo de moda (e de muitos outros itens) cresce lindamente, temos que discutir como fazer isso da forma menos agressiva possível para o meio ambiente, pensando no que daremos de volta para o mesmo depois de retirarmos parte dele para consumo próprio. O fato de que o mesmo é realizado em uma concessionária de veículos poderia também ser um bom argumento, já que o consumo de veículos é um dos que mais aumenta por aqui (e que já tem se tornado um problema urbano, vamos combinar). Porém, além de algumas discussões e do concurso de novos talentos (cujas peças são produzidas com materiais alternativos, e que eu fiquei “chatiado” com o resultado desse ano. #prontofalei), percebe-se pouco de ideias realmente sustentáveis naquele espaço. Eu sei que é complicado pensar em economias do tipo para um evento desse porte, mas observei que o consumo de energia, papel, descartáveis, entre muitos outros itens por ali é alto, bem alto. Isso foi inclusive comentado por algumas pessoas que estavam por perto também, e com quem pude conversar, já que me fazia presente nos bastidores. Também sabemos que é difícil economizar energia nessa quentura toda daqui, mas pode-se pensar em alternativas para tanto lixo que é produzido, por que não?

E já que falei disso, nada como estar nos bastidores de um evento desse tipo. Fiquei na parte dos desfiles, e nunca mais na minha vida olharei para um deles com o olhar de outrora. A correria, a prova de roupas, o ensaio, a angústia por não saber se estará tudo pronto na hora certa… Jesus amado! Quem vê do lado de fora, no conforto da passarela, no friozinho do ar refrigerado, não faz ideia do que tem por trás daqueles 10 minutos. Cheguei em casa morto no primeiro dia, e olha que eu nem tava trabalhando, só tirando foto e fazendo minhas observações… Clap clap clap para o Martins e sua equipe show.

As gatas ensaiando sob o olhar vigilante do Martins

As gatas ensaiando sob o olhar vigilante do Martins.

Mas voltando à proposta do evento (peloamorde, que ninguém me ache chato, mas vamos conversar um pouco mais sobre isso). Na real, sinto uma incoerência. De boa, uma grande incoerência. Porque em um lugar onde deve ser discutida, pensada, refletida a ideia da sustentabilidade (ou pelo menos penso que deveria ser), o que mais acontece (e que é mais aguardado por todo mundo, fato) são os desfiles, exatamente para mostrar o que está disponível no comércio me moda local (predominantemente de luxo), e estimular o consumo destes produtos. Até porque não faz sentido para um (a) empresário (a) investir alto em um evento do tipo, se na semana posterior a loja não estiver cheia de clientes querendo comprar aquilo que foi mostrado. Se não fosse assim, onde estaria o retorno???

Ok, evento de moda é assim mesmo. Mas já que é assim mesmo, por que não se pensa ao menos naquilo que é mostrado? Por que em um evento de moda sustentável não se considera a possibilidade de mostrar produtos mais modestos, feitos com materiais naturais, que agridem menos o ambiente? Produtos que temos em abundância aqui no Piauí, por exemplo, e que podem fazer com que, pelo menos, voltemos nosso olhar para o que é nosso de verdade. Não vou dizer que não tenha, até tem (Kalina Rameiro que o diga, com aquela coleção escandalosamente linda, quase toda em prata e pedras naturais. Escandalosamente cara, creio. Mas é coisa nossa, e isso é bom).

Martins ajeitando as gatas lindas pra tirarem foto, no backstage do desfile da Kalina.

Martins ajeitando as gatas lindas pra tirarem foto, no backstage do desfile da Kalina.

O que eu pude ver, em boa parte do que foi desfilado, era muito luxo e muita ostentação. Muita coisa cara, absurdamente cara para os nossos padrões reais (sejamos realistas, mas uma peça de roupa cujo valor corre na casa das 4 cifras não entra na categoria de valor real para a maioria das pessoas). Se aqui nós temos uma parcela da população que pode consumir isso, ótimo. Se vai ser vendido, melhor ainda! A intenção é essa! Porém, dou uma de chato, e continuo a bater na mesma tecla: não é corente em um evento cujo argumento principal é a sustentabilidade.

Parte das peças do desfile da estilista Andressa Leão, que foi pura lindeza e pura riqueza.

Parte das peças do desfile da estilista Andressa Leão, que foi pura lindeza e pura riqueza.

Algo que percebi na palestra da Gadaleta, e que me deixou com a língua coçando é que, no que diz respeito à sustentabilidade, fala-se muito em consciência ecológica/ambiental. De consciência econômica/financeira fala-se bem menos. Claro que as empresas devem pensar em como estão produzindo, no quanto são agressivas ou não, e nós temos que saber filtrar isso como consumidores. E tudo bem que em última instância o que cada um faz do dinheiro que ganha é problema seu. O argumento de que “ralei pra isso, uso com o que quiser” é bem presente por aqui, em uma cidade onde temos uma classe média/média alta bem próspera e que trabalha muito (isso sem falar dos muito ricos de verdade). Ou seja, as pessoas gostam de consumir e de pagar caro pelo que consomem. Só que pra onde esse dinheiro todo tá indo? Que rumo tá sendo dado pra ele?

Chiara Gadeleta, morta de linda, usando um dos colares show da nova coleção da Kalina Rameiro.

Chiara Gadeleta, morta de linda, usando um dos colares show da nova coleção da Kalina Rameiro.

Entendam, eu não estou dizendo que a partir de agora é pra todo mundo pegar 30% do salário que ganha e mandar para a filantropia (se bem que não seria de todo ruim), mas questionar em que ele tá sendo investido. A quem ele vai enriquecer de verdade? Além disso, o que fazer com tanto lixo que produzimos à medida que consumimos mais e mais? Será que a gente consegue viver com um pouco menos de ostentação por pensarmos naquilo que estamos devolvendo ao mundo de onde estamos tirando? Eu sei que tem gente aqui em Teresina que dever querer dar na minha cara quando eu falo desse tipo de coisa, até porque eu acompanho mais ou menos de perto essa comercialização de moda local de coisas bem salgadas. Mas eu não quero que as pessoas deixem de comprar, apenas que façam isso de forma um pouco mais consciente. Aposto que ninguém – consumidores e empresários – sairá no prejuízo por isso. E o mundo (incluindo nós, que nele estamos) tem bem mais a ganhar.

Ok, mas tentando retomar a coerência da coisa (obrigado e parabéns pra você que chegou até aqui, eu nunca escrevi um post tão grande na minha vida), minha crítica (se é que tenho o direito de fazer isso) é em relação à incoerência que percebo na proposta do evento. Mas o mesmo é show, vale a pena ser prestigiado, apesar dos pesares, de algumas pequenas falhas aqui e ali, da distância… Tem coisa bonita pra ser vista, gente interessante com quem se possa conversar, música… Ah, mas, por favor, falta investir em um espaço de alimentação mais incrementado (falou o esgalamido). O povo tem fome, minha gente, e lá por perto da Antares da João XXIII não tem nada da nada de alimentação por perto! No primeiro dia eu saí verde de fome, e cri cri cri…

P.S.: E para fechar (prometo), algo a ser pensado: O acesso do público aos desfiles. Muita gente vai pensando que pode entrar de boa, e lá na hora, só mediante convite. Tudo bem que é assim em todo evento de moda no mundo inteiro, mas talvez seja o fato de deixar essa informação um pouco mais clara, não sei. Escutei queixas de acadêmicos de moda que me disseram que gostariam de assistir, até mesmo como forma de experiência, mas não tiveram como. Bom, sobre isso eu não sei ao certo o que dizer. Acho que é algo para ser refletido entre os organizadores.

E isso é tudo, pessoal!

Música + fotografia

A Natalia é jornalista, produtora e fotógrafa que, dia sim, dia não, faz uns ensaios muito legais.

O mais recente é coisa linda de se ver, criado pra promover o trabalho da Cami Rabêlo, uma artista local que eu ainda não conhecia, mas ouvi hoje no soundcloud e gostei muito, principalmente das letras das músicas.

De acordo com a Natalia, a Camila tem um estilo sessentista e, como a casa dela é muito retrô, não precisou ir longe pra acharem o cenário perfeito:

O ensaio faz parte dos primeiros passos pra volta da Camila aos palcos, que vai resultar em gravação de DVD e tudo.
E eu vou querer demais ouvir.

Concurso Eastpak Bag in Town

A marca americana de mochilas, bolsas e acessórios Eastpak (<3) lançou um concurso muito do interessante: Bag in Town, por meio do qual convida jovens designers do mundo todo a criarem novas possibilidades de modelos, a partir da idéia “A bag for 24 hours”, ou seja, uma bolsa que possa ser usada o dia todo, se adequando às mais diversas necessidades de quem tem um monte de coisa pra fazer.

Quem já passou dos 18 (se não tem ainda, fique na sua e espere sua hora) e tem interesse em participar, pode dar uma conferida no site, até o dia 01 de julho. Os 6 candidatos selecionados por júri especializado e pelo público na net conhecerão o IED Creative Factory, em Milão (tá?). Destes, o grande vencedor ganhará 5.000,00 euros e o lançamento do seu modelo na coleção 2013/2014 da marca. Já pensou?

Quem não tem interesse em participar, assim como eu, pode votar nos concorrentes. Daqui a gente tem o Ronilson Martins de Jesus, que lançou a proposta de um modelo muito ótimo, esse aqui:


Bora dar uma força?

Sobre coisas e pessoas no PFW 2012

        Depois de 3 noites tirando fotos, observando, anotando e escrevendo loucamente no meu diário de campo sobre o que vi no PFW, resolvi repensar o que havia dito anteriormente sobre me manifestar no blog ou não, e expor um pouco o que essa edição despertou em mim: percepções e sentimentos que foram um pouco além das edições anteriores. Fiz contatos e conversei um com várias pessoas, na grande maioria aquelas com quem eu já possuía um mínimo de intimidade e liberdade para conversar da forma mais pessoal possível. Mais que qualquer outra coisa, era isso que eu queria, compreender um pouco do significado que estar ali e fazer parte daquilo tinha para elas. Opiniões das mais diversas surgiram, e me fizeram pensar um bocado sobre todo esse contexto. Não quero falar sobre o evento em si, porque bem sei que vários outros meios de comunicação já fizeram isso, com riqueza de detalhes e imagens, inclusive. Tomo a liberdade para quase fazer um ctrl+c/ctrl+v de uma pequena parte dos meus escritos, daquilo que mais chamou minha atenção. Àqueles que concordarem ou não, peço liberdade para me expressar. Afinal, blog também é Diário:

        Escutei críticas de várias pessoas. Boa parte delas sobre o evento e os presentes, dizendo que falta muito para que o PFW assuma os moldes de uma semana de moda. Disso eu não posso discordar, afinal em alguns momentos o mesmo me parecia bem mais uma feira de moda que um evento de criadores, já que os desfiles eram de marcas locais “prêt-a-porter” ou de lojas que trazem roupas de fora. Nisso eu acho o que é apresentado incoerente com a proposta do evento (ou que deveria ser, enfim), que é apresentar criações/idéias de estilistas locais. Talvez essa incoerência (além de outros elementos, como a data desfavorável dentro do circuito da moda) tenha feito com que haja um número inferior na presença de criadores e estilistas nos moldes “clássicos” da coisa, por assim dizer (que não se sentem impelidos a se apresentarem na proposta do evento), e um aumento no número de marcas mais populares (já que até aqueles estilistas que estão presentes o fazem, predominantemente, para apresentar o que produzem em parceria com essas marcas).

        Ao mesmo tempo eu me questiono: Não será essa a necessidade local, e que devido isso, o evento tem tomado esses rumos? A princípio eu até pensei que o mesmo pode perder força com o passar dos anos (ficava me perguntando isso enquanto conversava com as pessoas), desta forma, mas talvez não. Tudo são possibilidades. O fato é que nosso estado não possui décadas de história de moda, mas já tem alguns bons anos de indústria têxtil e produção de vestuário, o que pode fazer com que eventos do tipo, pelo menos por enquanto, tendam a seguir o caminho da produção comercial, e não da apresentação de conceitos e tendências.

        Percebi o que parece ser um caminho mais simples em apenas criticar, sem maiores reflexões, um evento desses quando se tem como referência informação de moda adquirida em sites do eixo Rio – São Paulo, e acompanha pelos veículos de comunicação as semanas de moda européias, cujo histórico já conta com várias décadas e muitas vivências absolutamente diferentes das nossas. Sim, a referência de moda que a grande maioria de nós temos (e nisso eu me incluo) é criada a partir dessa forma “burguesa” de conhecer, perceber e compreender o mundo. “Ah, Augusto, mas não há empenho por parte de quem organiza, parece evento de preguiçoso”. Sim, eu concordo. Senti falta de firmeza, de ousadia, da escolha de um espaço mais favorável, de um monte de outras coisas. Falta muito, muito pra ser um evento merecedor de reconhecimento nacional (tomemos como exemplo o Ceará, que aqui do nosso lado tem o já reconhecido DFW). A história da moda piauiense talvez esteja sendo construída agora (e por isso mesmo merece esforço por parte dos envolvidos), mas é difícil compreendermos isso se tivermos acesso constante ao que é considerado o melhor, e partirmos somente disso. Em situações do tipo, relativizar é preciso.

        Refletindo agora, penso que talvez o evento não corra riscos, e que até esteja indo bem das pernas. Afinal, o mínimo necessário estava lá: desfiles, roupas, divulgação de lojas (vendas e circulação de dinheiro, posso apostar), e, principalmente, pessoas. Várias, adequadas ou não. E creio que elas fazem o evento acontecer de verdade. Mais que qualquer outra coisa, me chama atenção o fato de que ali é um espaço de socialização: todas vão para verem e serem vistas, e é em nelas (ou pelo menos em parte considerável) que a moda e as tendências estão de fato presente: animal print, saias mullet, cores fortes, dourado, brilhos… Acontecendo e circulando, adequadamente ou não. Ou até mesmo a opção de apenas usar uma roupa simples. Tudo são escolhas. Há uma troca de informações visuais que engloba uma rede que muito provavelmente compreende desde o F*Hits, o WGSN, a Vogue, e etc, até uma ligação telefônica com um “com que roupa tu vai?” Há um mundo físico e simbólico entre estes espaços, que é um mundo real, que está acontecendo.

       Inadequadas ou não ao contexto, talvez falte às pessoas habitus, pensando um pouco de forma Bourdieusiana. Talvez falte-lhes a apropriação necessária do que vem do topo e do que faz parte de sua realidade, de incorporar aquilo que está acontecendo no seu mundo de maneira ativa e crítica, para que se socializem por meio e a partir disso. E isso só poderá ser possível com vivências, experiências… Então não nos precipitemos com opiniões descuidadas. Ah, e, por favor, compreendam: Não estou aqui pra defender o evento, mas sou a favor de que o mesmo aconteça. Como bons interessados em moda que somos, temos que “apreciá-la” também no nosso espaço: errando, tentando, arriscando, acertando, até pegar o manejo da coisa; para que um dia (em breve, espero) possamos dizer que acompanhamos o começo e manifestar um pouco mais de orgulho sobre a moda do Piauí.

Moda UFPI no Dragão Fashion Week

      O DFW, pra quem ainda não conhece, é a semana de moda de Fortaleza, e uma das maiores do circuito nacional. Nela desfilam marcas locais e nacionais, e os estudantes de moda podem mostrar o seu trabalho no concurso Novos Talentos, no qual estes serão avaliados.
      Na edição 2012, que aconteceu em Abril, a Universidade Federal do Piauí mais uma vez foi representada. Muito bem representada, por sinal. Tendo como inspiração a festa do Divino, a coleção “Dons Divinos” veio nas cores vermelho, bordô, vinho e dourado, remetendo à nobreza portuguesa incorporada na festa. As estudantes Adélia, Ayla, Camila, Deisiane e Maria deixaram a economia pra depois e utilizaram tecidos nobres (gripure, rendas e acetinados), para trazer o requinte da festa para a passarela, sem esquecer elementos importantes aos devotos, como a pomba e a Santa coroa, estas representadas tanto pelas cores como pelos bordados (bem elaborados, por sinal).
      O resultado são peças masculinas e femininas que, por mais que boa parte possa não ser “usável”, mantêm-se a criatividade e a coerência necessárias a uma boa coleção. Isso garantiu ao grupo a quarta colocação, atrás de gente também muito competente (Santa Marcelina, Novafapi e Federal do Ceará) e às meninas a satisfação por poderem mostrar Brasil afora o que têm sido feito academicamente por aqui.
      Eu fico muito feliz por ver esse pessoal se esforçando e crescendo, e boto fé que eles ainda vão longe.
      O resultado do trabalho:

Bazar Dazamigas

Que atire a primeira pedra swarovski a mulher que não gostar de renovar o guarda-roupa gastando nada ou quase nada.

Todas ama! Por isso azamiga sempre se reune para barganhar aquelas roupas e cacarecos que elas adoram mas, infelizmente, não servem mais.

Nesse esquema de mais por menos, vai rolar o Bazar Dazamigas e você, que é amiga de Nós 4, está convidadíssima.

Vai ser neste domingo, dia 15, às 15h, na rua Demerval Lobão 1530 (é muito 15, minha genthe!).

Compra e venda de várians peças a preços bem amigos. E tudo beautiful!

Se quiser aderir ao bazar com as suas roupitxas, é só mandar email pra lusobralc@gmail.com, que a Luísa te diz como fazer.

Beijostevejolá.

Workshop Horas de Moda

Atenção, gatos e gatas da moda, vou começar logo com aquela conversinha meio conselho de mãe, que todo mundo já sabe, mas a gente tem que ficar repetindo pros que não se ligam: nossa cidade é carente de bons eventos pra quem quer aprender, crescer e virar gente grande, então, vamo tratar de prestigiar quando vem coisa legal.
E, sim, vem coisa boa por aí:


Workshop Horas de Moda, próximo sábado, com Mauro Perez, que tá nesse mercado há 15 anos e hoje cuida da criação de imagem de moda da Mega Models Brasil. Ele vai falar de disciplina, postura e casos patológicos, disciplina na sua agência, dicas de passarela, mercado nacional e internacional, modelo comercial e fashion, produção, linguagem de moda e especialização para a carreira.

Mais informações no site da Model Agence ou pelo número (86) 3232-0370.
Como diria o Augusto, se avia!

Laís na Vogue

Nossa linda Laís Ribeiro faz a phyna na capa da Vogue Alemã de março, fotografada por Alexi Lubomirski.

Adorei o perucón armado e o casaquinho bapho.
E o combo delineador + batom rosinha é ótimo pra copiar.

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