Já pensou?

Já parou pra pensar que você é seu próprio estilista? Que ao acordar você se prepara para um desfile diário, voluntário ou não, e ao se vestir faz suas escolhas? Já parou pra pensar que, assim como o estilista elege cores, formas, texturas, estampas, você seleciona as suas entre o que está disponível por aí? Que, como os estilistas, você também é influenciado pelo mundo que está à sua volta e pelo seu próprio humor, pelas alegrias e tristezas, dias de tédio ou paixão? Que ao fazer uma simples combinação de cores, texturas, estilos, você está mostrando a sua forma de ver a vida? Já parou pra pensar que a moda pode ser futilidade quando dela somos escravos, mas pode ser arte quando a usamos como forma de expressão? Que a escolha de uma roupa para vestir não precisa se pautar por ela ser ou não tendência, mas por combinar ou não com você? Já parou pra pensar em novas combinações para velhas peças? Já parou pra pensar que tem dias que a gente é criativo e, em outros, alguém já foi criativo por nós, e isso facilita? E que nessas horas você veste a sua admiração por um artista? Já parou pra pensar que o seu guarda-roupas é a sua coleção? Que a moda pode ter tanta inspiração quanto um quadro, uma escultura, uma música, um filme? Que a moda pode ser arte andando por aí? Já parou pra pensar que a moda pode ser uma forma de acentuar sua individualidade, e não de uniformizar pessoas? Já parou pra pensar que moda é, acima de tudo, beleza? Um jeito bonito de viver? É fantasia no meio do cotidiano. É transcender a utilidade da roupa e colocar poesia nela. É a oportunidade de ser novo a cada dia e, ao mesmo tempo, ser mais você. Já parou pra pensar que a moda, como a arte, torna a vida mais suportável? Eu já.

Texto da Cris Guerra.

1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Augusto Dantas Jr.
    dez 08, 2011 @ 13:12:09

    A maioria das pessoas passa a maior parte do tempo criticando a moda e considerando-a futilidade, como se fosse algo externo ao seu mundo. Se em algum momento esse tempo fosse voltado para si mesmo, para o seu corpo e o que ele veste, conclusões menos “preguiçosas” seriam alcançadas.

    Por mais que se utilize de jeans, camiseta e all star velho para sair de casa, e que se vanglorie por isso, porque assim consegue “correr por fora da moda”, essa escolha denota um papel bem mais ativo do que o sujeito pensa ter, pois depende das suas vontades, do seu estado de espírito, do seu estilo de vida… Tudo é ponderado, mesmo que não seja intencionalmente.

    Talvez seja por aí que alguns dos debates atuais sobre a moda devem correr, para que as pessoas comecem a se apropriar dela a partir do que ela realmente é: algo que faz parte das suas vidas, inevitavelmente.

    Texto lindo. Ponto para a Cris.

    Responder

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